Setores Em Foco

Brasil: Setores Em Foco

Inflação deve desacelerar em 2017

FGV vê diminuição na inflação em 2017: depois do avanço de 6,18% em 2016 o índice de Preços ao consumidor deve diminuir o ritmo para 4,6% se aproximando de 4,5% meta do Banco Central. Entre 2015 e 2016, o índice diminuiu de 10,24% para 6,25%.

Mesmo com as previsões de melhora do cenário econômico ao longo do ano, não há perspectiva de retomada vigorosa capaz de provocar pressões da demanda. O cenário externo mais adverso tende a causar depreciação no real, influenciando a alta nos preços.

Desemprego

De acordo com dados do IBGE a taxa de desemprego no Brasil aumento para 11,9% no trimestre até novembro de 2016, atingindo um valor de 12,1milhões de pessoas (+33,1% Y/Y). Esse valor e o maior registrado da série histórica, iniciada em 2013.Ja a população empregada soma 90,2 milhões de pessoas ( -2,1% Y/Y). Os principais destaques negativos no mercado de trabalho no trimestre foram nos setores de construção e agricultura, e na comparação anual, a indústria.

 

Setores Em Foco

 

Alimentos E Bebidas

Exportações Brasileiras de Carne de Frango batem recorde em 2016. De acordo com a Secretaria de Comercio Exterior (Secex) junto a Associação Brasileira de proteína Animal (ABPA), as exportações brasileiras de carne de frango bateram recorde em 2016, embarques de produtos in natura e processados chegaram a 4,384 milhões de toneladas no ano passado,1,9% a mais que em 2015.As exportações. As exportações de carne de frango subiram 14% no primeiro semestre de 2016.Porem a quebra de safra brasileira de milho e o disparo nos preços de grãos levou a indústria de frango diminuir a produção no segundo semestre, o que prejudicou a oferta disponível diminuindo as exportações. A receita com as exportações de frango caiu em 2016, as vendas de carne no exterior acumularam US$ 6,849 bilhões, recuo de 4,5% em relação aos US$ 7,169 bilhões registrados no ano passado. Em dezembro, as exportações de carne de frango caíram 9,4% até o mesmo intervalo de 2015, resultando em 362,2 mil toneladas.

Metais E Mineração

Minério de ferro avança 1,6%. Segundo a “ Metal Boletim”, os preços de minério de ferro com 62% de pureza subiram 1,6% no dia 27 de dezembro para US$ 79,42 por tonelada. Apesar do recuo para baixo de US$ 80, a commodity parece ter encontrado um equilíbrio entre US$ 75 e US$ 85. A valorização da matéria-prima em 2016 foi de aproximadamente 8,2%. Os grandes catalisadores foram a procura por minério de maior qualidade aliada à resistente produção siderúrgica chinesa e aos aumentos de preço do aço ao redor do mundo. Apesar disso, é esperado que até o fim de 2017, o mercado apresente uma queda nos preços para patamares próximos a US$ 50.

Produção de aço nos EUA voltará a crescer em 2017. Em decorrência da demanda aquecida dos setores de construção e energia e das menores importações, a indústria siderúrgica norte americana deverá voltar a crescer neste ano. A produção de aço bruto deverá aumentar em 4,4% revertendo o quadro de contração de quase dois anos. Em meio ao excesso de oferta global, às importações baratas da China e a queda dos preços das matérias primas, as siderúrgicas americana foram afetadas pelo colapso dos preços em 2016.Porem, segundo o “Financial Time”, no âmbito global, é esperado um ano de produção moderada, com crescimento de apenas 0,8%.

Usinas reajustam preço do aço. Já em janeiro 2017, a Usiminas reajustará de 7,6% a 8,6% os preços do aço laminado, seguindo tendência iniciada pela CSN, que já reajustou de 8% a 10% logo no início do ano. É esperado que a Arcelor Mittal Tubarão e a Gerdau acompanhem o aumento nos preços. As montadoras de veículos, que tem contratos anuais de fornecimento e são consideradas muito importantes, devido ao alto valor agregado materiais, terão aumento de 20% a 25% no aço plano. Os investidores se animaram com a medida, já que com esses aumentos, as siderúrgicas dão o pontapé inicial para um 2017 com melhores resultados.

Papel e celulose:

Estatística setores de papel e celulose (novembro). De acordo com dados divulgados pela Industria Brasileira de árvores (Ibá), a produção brasileira de celulose em novembro foi de 1,583 Mton (+ 10,5% YoY) e de 17.092Mtonno acumulado do ano (+ 8,5% YoY). O volume exportado cresceu 11,65 no acumulado ano. A produção de papel foi de 857Kton (+2,0% O) e no acumulado anual 9,478Mton (praticamente estável em relação a 2015), as vendas domesticas acumulam recuo de 0,4% impactado pela queda na maioria dos segmentos (exceto nos segmentos de papeis para fins sanitários e papel (cartão).